Seis pessoas estão envolvidas em incêndio criminoso a acampamento, conclui Polícia

Redação Por: Redação

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Publicado em 21/12/2020 16:24h

Seis pessoas estão envolvidas em incêndio criminoso a acampamento, conclui Polícia

Seis pessoas estariam envolvidas no incêndio a um acampamento ocorrido no último dia 14 de dezembro no sudeste paraense. A conclusão da Polícia Civil foi divulgada na manhã desta segunda-feira (21), durante uma coletiva de imprensa. Os detalhes fazem parte da Operação Labaredas do Carajás, deflagrada no sábado (19) pela Diretoria de Polícia do Interior e Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção, com apoio da Delegacia de Eldorado do Carajás e Superintendências de Marabá e de Redenção, no município de Eldorado dos Carajás.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão  na fazenda Surubim - que ocupa os municípios de Xinguara, Eldorado e Parauapebas - e em um hotel da cidade. Quatro pessoas que foram presas por estarem envolvidas diretamente no incêndio criminoso também foram flagradas com armas. Um quinto homem também foi detido por posse irregular de armas, relatou o delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende.

"Após diversas diligências investigativas, verificou-se que seis pessoas estariam envolvidas na empreitada criminosa. Houve representação por parte da autoridade policial pelo meio cautelar de prova de busca e apreensão domiciliar, tendo sido a medida deferida pelo juízo da Vara Criminal de Parauapebas", destacou.

Durante a operação, foram apreendidas uma pistola do calibre 380, dois revólveres calibre 38, um revólver calibre 32, três espingardas e inúmeras munições. Entre as armas apreendidas, estão as utilizadas no crime, bem como os galões de gasolina e aparelhos celulares dos investigados. 

O caso

De acordo com testemunhas, o crime teria sido cometido por quatro homens armados que chegaram ao local e atearam fogo no acampamento. No ataque foram incendiados barracos, motocicletas, eletrodomésticos e objetos pessoais de aproximadamente 35 famílias que ocupavam uma área da fazenda há pelo menos oito anos.

Os acampados também relataram que os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo, agrediram as vítimas e fizeram ameaças de morte. Quase 30 famílias teriam sido afetadas pela ação criminosa.

Ainda na quarta-feira passada, dia 16, o titular da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), delegado Alberto Teixeira, recebeu uma comissão de movimentos sociais e representantes camponeses. Na ocasião, o secretário garantiu que iria formar um grupo de trabalho multidisciplinar do Governo do Pará, incluindo as forças policiais, e acionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).  

As investigações estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Por: Redação Integrada - O Liberal

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