Mulheres ainda são minoria na representação política do Brasil

Redação Por: Redação

Política Novidades

Publicado em 28/10/2020 09:58h

Mulheres ainda são minoria na representação política do Brasil

Foto reprodução: Google. 

No Pará, elas são a maioria aptas para votar. Totalizam 50,5% do universo de eleitores que podem ir às urnas para decidir quem vai representar a população no parlamento e na Administração pública. São 2,9 milhões de eleitoras. Por outro lado, ainda estão longe de ter a representatividade que merecem. Na Câmara Municipal de Belém, por exemplo, elas são apenas quatro do total de 35 vereadores. Apenas uma delas integra a mesa diretora que tem na sua formação seis homens.

Dados da Justiça Eleitoral indicam que em 2018, quando tivemos eleições para escolher deputados (estaduais e federais), governadores, senadores e presidente, as mulheres representavam 52,5% do total de eleitores em todo o Brasil – índice um pouco maior que em 2016, quando elas eram 52,21% dos brasileiros aptos para votar. Neste ano, dos 17.032 pedidos de candidaturas já aprovados pela Justiça Eleitoral, 15.571 foram feitas por homens à Justiça Eleitoral ou 66,1% do total, restando 33,9% para as mulheres, ou 7.982 candidatas.

A primeira eleitora brasileira reconhecida pela Justiça Eleitoral foi a professora Celina Guimarães, do Rio Grande do Norte, em 1927, e no ano seguinte (1928), Lajes (RN) teve a primeira mulher a ser eleita prefeita no Brasil. Mesmo tendo se passado um século desde então, a liderança feminina ainda caminha a passos lentos. Do total de políticos eleitos em 2018, que foi a eleição mais recente, as mulheres são apenas 12,09% conseguiram ser eleitas em cargos políticos. Em 2016, foram 13,43%.

Nas ruas, em casa, nas organizações, a luta pela ascensão feminina ainda envolve muitas temáticas. Todas elas esbarram principalmente no machismo enraizado no país, segundo os estudiosos. A cientista política Simone Silva, por exemplo, observa que a própria sociedade, de maneira geral, ainda não vê a mulher como uma liderança. “Já se vê a mulher como chefe de família, mas pensar além disso depende de uma pressão externa muito forte”, destaca. “Existem barreiras impostas desde a infância, algumas delas colocadas como forma de Educação”, contextualiza.

No campo político, onde as mulheres não alcançam sequer a marca de 45% das filiações partidárias, o próprio sistema é uma barreira para elas. “Para uma mulher se candidatar, o primeiro desafio que ela enfrenta é consigo mesma. Ela tem que aceitar abrir mão de uma vida doméstica e ser submetida a um julgamento moram por causa da tomada de decisões”, pontua a cientista política, que levanta a questão de que os recursos de campanha são calculados por homens e estes ainda destinam os menores valores para elas poderem disputar o pleito.

 Com informações: Diário Online 

Comentários

Deixe seu comentário abaixo sobre esta notícia:

É Notícia Belém - Blog de Notícias